
CooperCann-Brasil avança no diálogo com a Presidência da República
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03/02/2026A CooperCann-Brasil acompanhou, nesta semana, a reunião histórica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa sobre Cannabis – que culminou na publicação de novas normativas relacionadas à Cannabis, com vigência prevista para os próximos meses. O encontro representa um avanço relevante no processo regulatório brasileiro, especialmente no que diz respeito ao uso medicinal, ao controle sanitário e à padronização de procedimentos.
A decisão teve ampla repercussão na imprensa nacional ao longo da semana, com destaque em veículos como Agência Brasil, Folha de S.Paulo, CNN e Tv Globo, que apontaram tanto os avanços trazidos pelas novas regras quanto os desafios que ainda permanecem para associações, pacientes e pesquisadores.

O que a Anvisa decidiu: mais controle sanitário e padronização
De forma objetiva, a decisão da Anvisa estabelece novos parâmetros técnicos e administrativos para a cadeia da Cannabis medicinal no Brasil. Entre os principais pontos discutidos e encaminhados estão:
- Atualização e detalhamento das exigências sanitárias para produtos derivados de Cannabis, com foco em qualidade, segurança e rastreabilidade;
- Reforço na padronização de processos, incluindo documentação técnica, boas práticas de produção e controle de insumos;
- Definição de prazos e transição regulatória, permitindo que as regras entrem em vigor de forma gradual, nos próximos meses;
- Centralização do olhar regulatório na saúde pública, reconhecendo a Cannabis como insumo terapêutico e objeto de vigilância sanitária.
Na prática, a Anvisa sinaliza que o setor deve operar com critérios cada vez mais próximos aos exigidos de outros produtos de interesse sanitário, priorizando segurança do paciente, controle de qualidade e transparência.

Como vai funcionar na prática: o impacto para associações e pacientes
Com a entrada em vigor das novas normativas, associações e iniciativas que atuam com Cannabis medicinal deverão:
- Adequar seus processos internos às exigências sanitárias atualizadas;
- Organizar e formalizar protocolos, registros e controles técnicos;
- Comprovar rastreabilidade e qualidade dos produtos utilizados ou distribuídos;
- Interagir com a Anvisa dentro de um marco regulatório mais definido, ainda que incompleto.
Para os pacientes, o objetivo declarado é ampliar a segurança sanitária, reduzir riscos e criar um ambiente regulado mais estável. No entanto, a CooperCann-Brasil alerta que, sem mecanismos complementares de proteção jurídica, há o risco de que associações responsáveis sejam penalizadas não por má-fé, mas por limitações estruturais impostas por anos de insegurança legal.

O papel das associações: cuidado, resistência e construção coletiva
A CooperCann-Brasil reconhece que esse avanço não nasce do acaso. Ele é fruto de uma luta histórica travada por associações, coletivos, famílias e profissionais de saúde que, mesmo diante da criminalização, nunca recuaram do compromisso com a vida.
Essa trajetória expõe uma contradição profunda do sistema: a Cannabis é o mesmo vegetal, mas sua interpretação varia conforme classe social, território e acesso à Justiça. Para uns, é medicamento; para outros, ainda é estigma. Para crianças com epilepsia refratária, é vida. Para pacientes oncológicos, é alívio. Para quem convive com dor crônica, é dignidade.

O que ainda falta: tutela, proteção e fiscalização sanitária — não policial
Apesar do avanço, a CooperCann-Brasil reforça que a decisão da Anvisa não encerra o debate regulatório. Pelo contrário: inaugura uma nova etapa que exige maturidade institucional e responsabilidade política.
Defendemos, de forma clara e pública, que esse processo seja acompanhado por:
- Tutela antecipada e proteção jurídica efetiva para associações que já atuam em conformidade sanitária;
- Fiscalização com caráter sanitário e orientativo, e não policial ou punitivo;
- Escuta ativa das associações, pacientes e pesquisadores na construção do marco regulatório definitivo.
Sem esses elementos, há o risco de que avanços técnicos se convertam em insegurança prática para quem está na ponta cuidando de vidas.

Um passo importante, mas que exige unidade e vigilância
A decisão da Anvisa representa um passo relevante na construção de um ambiente regulatório mais estruturado para a Cannabis no Brasil. No entanto, sua real efetividade dependerá da forma como será implementada e de como o Estado lidará com as associações que sustentam, há anos, o acesso à Cannabis medicinal no país.
A CooperCann-Brasil seguirá atuando como articuladora nacional, promovendo diálogo, defendendo segurança jurídica e construindo pontes entre sociedade civil, órgãos reguladores e o poder legislativo.
A luta continua. E este avanço só se consolidará com coesão, pressão organizada e compromisso com a justiça social e o direito à saúde.
CooperCann-Brasil
Pela Regulação Justa. Pela Vida. Pela Dignidade.

Coopercann Brasil
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